Esta semana,em Bruxelas, a Aliança pelas Regiões Ultraperiféricas, da qual sou copromotor, promoveu uma conferência dedicada a abordar de forma específica a proposta para o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União em relação a estes territórios.
Com a participação do Vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia, RafaelleFitto, de outros dirigentes da Comissão Europeia, de destacados professores universitários dos Açores e Canárias, mas também de representantes dos executivosregionais dos Açores, Madeira e das restantes RUP, aprofundámos o debate e, sobretudo, a convicção de que esta proposta representa um severo recuo face a décadas de aprofundamento da ultraperiferia na União.
As RUP são parte indissociável do projeto europeu, fronteiras avançadas com recursos estratégicos e biodiversidade única. DesdeMaastricht, a União construiu políticas e instrumentos financeiros próprios que reconhecem esta especificidade. Pela primeira vez em muito tempo, a proposta para o novo ciclo inverte este caminho e abre espaço a sentimentos de injustiça em territórios que já enfrentam custos permanentes. Defendemos, por isso, ser fundamental que a futura Estratégia para as RUP renove a ambição política europeia, assegure a efetiva aplicação do artigo 349ºe venha também apetrechada dos recursos financeiros proporcionais aos desafios de cada região.A Aliança pelas RUP continua a granjear apoios e mantém-se como um movimento aberto a todos.
Jovens e participação democrática
Participei ainda na simulação do processo legislativo comunitáriona Universidade Livre de Bruxelas com quarenta estudantes do mestrado em Estudos Europeus. Revisitamoso processo de simplificação da PAC que liderei e que, na próxima semana, em Estrasburgo será concluído.
Os jovens têm sido um dos fios condutores da minha atividade políticae continuam a mostrar que exigem mais participação, mais oportunidades e mais responsabilidade democrática.
A Europa perante uma nova estratégia de segurança americana
A nova Estratégia de Segurança dos Estados Unidos descreve a Europa como continente em risco de apagamento e multiplica mensagens de ingerência sobre migrações ou identidades nacionais. A Europa só protegerá o seu projeto e as suas fronteiras mais vulneráveis se for capaz de decidir por si própria. Autonomia estratégica não é afastamento. É maturidade política. A relação transatlântica continua essencial, mas exige uma Europa que saiba o que quer para negociar de igual para igual.
Perguntas que se impõem
Que significado político tem a greve geral que junta CGTP e UGT pela primeira vez em muitos anos e que leitura deve o Governo retirar?
Por que razão o Governo avança com um pacote laboral que fragiliza direitos e facilita despedimentos?
De que forma acompanha o Governo Regional o possível interesse da Binter em entrar no capital da Azores Airlines?