PS propõe melhorias nas Sanjoaninas e apela a que o PSD faça o mesmo

PS Açores - Há 1 hora

O Grupo Municipal do PS considera importante esclarecer que a rejeição da proposta apresentada pelo PSD “para a criação de um grupo de trabalho para a definição de um novo modelo das Festas Sanjoaninas” não corresponde, nem pode ser apresentada, como uma rejeição da discussão sobre o futuro das Sanjoaninas ou da participação da comunidade na preparação das festas.

Importa, desde logo, clarificar que a Presidente da Câmara Municipal, Eng.ª Fátima Amorim, manifestou, desde sempre, total abertura do executivo municipal para receber, de todos os munícipes, deputados municipais e vereadores da oposição, propostas de melhoria do modelo das Sanjoaninas que se tem vindo a consolidar e que tem assegurado o crescimento e o sucesso das maiores festas dos Açores.

Foi com esse espírito de abertura à melhoria, que caracteriza o executivo socialista, que o Grupo Municipal do PS avançou com propostas concretas para aperfeiçoar o modelo da noite de São João, designadamente com a atribuição de prioridade, no sorteio, às marchas que se estreiam nas Sanjoaninas e com a definição de um número máximo de marchas que desfilam naquele dia.

É com coragem política e com a apresentação de propostas concretas que se melhora o modelo das Sanjoaninas, e não como fez o PSD, que, não apresentando uma única ideia de alteração ao modelo, pretendia, de forma politicamente cobarde, fingir que estava a propor algum tipo de alteração com a criação de um Grupo de Trabalho para estudar a abstração que é um «novo modelo de organização».

Importa ainda referir que é falso que “a proposta previa ainda a criação de uma Comissão de Organização das Sanjoaninas”, como consta do comunicado do Grupo Municipal do PSD, pois nem coragem política houve para fazer esta proposta de forma direta. Da iniciativa em discussão, o que constava era “que o grupo de trabalho estude ainda a criação de uma Comissão de Organização das Sanjoaninas”. Ora, mandar estudar a eventual criação de uma comissão é substancialmente diferente de propor diretamente a sua criação.

O que o PSD pretendia era esconder-se por detrás de um grupo de trabalho para avançar com propostas que não tem coragem política para discutir de forma pública e aberta em sede de Assembleia Municipal, porque, ao contrário do PS, não quer afirmar com clareza quais as marchas que priorizaria ou se, na noite de São João, deve existir ou não um limite ao número de marchas.

Tão grave quanto a cobardia política com a qual o Grupo Municipal do PS não compactuou é a visão limitada das Sanjoaninas refletida na iniciativa apresentada. Com efeito, o denominado «novo modelo» resumia-se ao estudo das marchas, do cartaz de concertos e da eventual criação de uma comissão organizadora, deixando de fora dimensões fundamentais das festividades, como os cortejos, o desporto, a tauromaquia, a relação com a diáspora e o relevantíssimo papel do voluntariado.

Importa deixar claro que o Grupo Municipal do PS não rejeita o debate sobre o futuro das Sanjoaninas. Rejeita, isso sim, que a discussão se esconda atrás de um grupo de trabalho vago, sem propostas concretas e com uma visão incompleta das festas.

O PS já apresentou ideias claras para melhorar as Sanjoaninas e continuará disponível para discutir todas as que contribuam para as valorizar. O que se espera agora do PSD é o mesmo, menos abstrações, mais propostas e a coragem de dizer, de forma clara e pública, o que pretende efetivamente mudar.