Opinião

Liberdade de escolha

De hoje a uma semana comemoramos o 25 de abril, “o dia inicial inteiro e limpo”, como o nomeou Sophia de M. B. Andresen, que trouxe a liberdade a Portugal e abriu um novo ciclo na vida do País.

Este ano, essa celebração tem um significado ainda mais exigente para os Açores, pois assinalamos também os 50 anos da Autonomia. Cinquenta anos de um projeto político que não nasceu do acaso, mas de uma necessidade clara, garantir aos açorianos o direito de decidir sobre o seu próprio futuro.

Celebrar o 25 de abril e os 50 anos da Autonomia não pode, contudo, ser apenas um exercício de memória. Tem de ser um momento de avaliação, porque a Autonomia não se mede pela sua existência, mede-se pelas escolhas que permite fazer. E houve escolhas que fizeram a diferença.

Em 1996, por exemplo, afirmou-se uma visão clara, baseada no investimento nas pessoas, na sua qualificação, no conhecimento e na coesão social. Não era inevitável, foi uma opção política. Nesse período, a população com ensino superior mais do que triplicou e o acesso ao ensino secundário expandiu-se de forma significativa.

Num território como o nosso, marcado pela distância e pela fragmentação, a educação é o principal instrumento de igualdade e desenvolvimento. É através dela que se combatem desigualdades, se criam oportunidades e se prepara a Região para os desafios de um mundo exigente. Sem qualificação, a Autonomia perde capacidade; com ela, ganha futuro.

Porque a Autonomia é isto, capacidade de decisão e, consequentemente, de definição de prioridades, sem depender de decisões tomadas longe da nossa realidade. Quando é bem utilizada, gera progresso. Quando não é, perde-se tempo e comprometem-se oportunidades.

Celebrar o 25 de Abril e os 50 anos da Autonomia é, por isso, afirmar uma responsabilidade, usar a nossa liberdade de escolha para assumir o nosso destino.

25 de abril sempre!