Opinião

Devagar, devagarinho e ...

Sem ação. O governo. Muito. A tornar-se evidente. A surgir da neblina. Caiu a pique, o ritmo da máquina. E no geral. Não só aqui ou ali. Transversal pelas áreas da governação. E tanto que a Região a precisar de aceleração. De competência na liderança. De convicção na condução dos nossos destinos.
Ligo o rádio. Antena1 Nacional e a notícia: "Duas Regiões Autónomas, duas realidades diferentes! A Madeira com as taxas de ocupação muito perto de bater recordes! Açores, que esperavam uma retoma nos oitenta por cento, a ficar-se nos trinta. Madeira e Algarve a virem aos Açores captar turistas". Perplexidade. E nós esperamos. O Governo aguarda. Uma coisinha de cada vez! Estamos agora a tratar de nos organizarmos com o novo coordenador para a vacinação contra a COVID19! Temos em mãos demasiadas vacinas e, por isso, a precisarmos muito de um novo coordenador! Não há ritmo... pedalada. Há sim inércia e apatia, muita. Talvez o PS também disto tenha a culpa!?... O PS não preparou a vacinação... Ah pois não! Interessa lá que, à data, não existissem vacinas para o preparar. E também não preparou o Plano de Recuperação das Aprendizagens. Interessa lá que preparávamos, no desconhecido, todo um ensino à distância a prever-se de pouco duradouro. Interessa lá. Sem argumento, foi então o PS. E tudo abranda. Muito naturalmente.
Nem metas. Humilde e transparentemente. Não há. Na verdade, qual é que é a pressa de alcançarmos um determinado objetivo quando não vislumbramos objetivo algum? Quando não há foco, quando não há alvo? Apreciemos então a paisagem, que é bela, e melhorada até, sem turismo. E depois, pediremos depois ao Costa!...
Eu aguardo outra fase. Paciente e calmo, que a seu tempo virá. Aquela em que as delicodoces palavras têm mesmo de ir dando lugar aos incontornáveis atos governativos. E a palco subirá então outra peça - "O Desmentido". Isso. Têm arte para o fazer, sem qualquer espécie de dúvidas. Há, na verdade, artistas de variedades muito competentes e para todos os gostos. Tenho-o assistido já, ao vivo e a cores. Num dia, uma coisa, dia seguinte, com a maior das naturalidades, voz firme e de tom bem alto - impressionante! - diz-se o oposto, desmentindo até, se preciso for, o que acabou de se afirmar ainda agorinha. Impressionante outra vez. E confesso que o fazem com a maior das habilidades. Pratica-se, diariamente, em "prime time" e ao mais alto nível (no tom, é claro), a arte de se ir afirmando o que o eleitor tanto gosta de ouvir. Mas parados. Frase após frase, importando muito pouco se é verdadeiro, se é lógico, ou se é próprio de quem governa com responsabilidade. Desliguei.