Opinião

Filarmónicas dos Açores

Ao longo dos últimos meses o Grupo Parlamentar do Partido Socialista tem reunido com as Filarmónicas da nossa Região. Algumas delas ativas e a contribuir positivamente para a cultura da nossa Região há mais de cem anos. Um trabalho cultural e social que vai muito para além da música propriamente dita, que vai muito para além do abrilhantamento que proporcionam em todas as festividades pelas nossas nove ilhas. Não fomos a esses encontros para prometer nada, muito pelo contrário, fomos a estes encontros para ouvirmos e podermos, como decisores políticos que somos, receber todos os seus contributos. O intuito foi muito claro: quisemos ouvir os seus anseios, perceber as suas dificuldades e perceber onde, na medida das nossas capacidades legislativas, poderíamos ser úteis e ajudar. E foi nesse sentimento de partilha da sua importância na nossa sociedade que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista se comprometeu em trabalhar para melhorar e facilitar o acesso das nossas filarmónicas ao regime jurídico que enquadra os apoios do Governo Regional à sua atividade. Fruto desse trabalho deu entrada, na Assembleia Legislativa, uma proposta de alteração a esse regime jurídico, mais conhecido por SOREFIL. Desta proposta consta: • A majoração da possibilidade do apoio de 25% para 50% • A facilitação de todo o processo de candidatura • Maior autonomia na gestão dos apoios recebidos • Melhoramento no processo de reparação e conservação de instrumentos Achamos que assim conseguiremos dar um forte contributo para o contínuo aperfeiçoamento de todos os mecanismos disponíveis às nossas instituições culturais e neste caso em concreto às nossas Filarmónicas. Não é o facto desta proposta ter sido feita também pelo Partido Socialista que nos deixa felizes. O que nos deixa verdadeiramente contentes e esperançosos é a possibilidade de a partir do próximo processo de candidaturas ao SOREFIL podermos ter mais filarmónicas e de uma maneira mais fácil a acederem a este programa tão importante para a valorização das próprias Filarmónicas e de todo o trabalho que elas levam a cabo dentro e fora da nossa Região. E como hoje é dia dos namorados, partilho convosco um desejo que partilharam comigo durante alguns anos e que nunca mais me esqueci: sejam felizes, e se puderem, façam pelo menos uma pessoa feliz.