Opinião

21 anos e persistimos na transparência

Aos 21 anos de governação do PS, eis que o Partido Socialista apresenta uma proposta ao Parlamento Açoriano relativa à Transparência da informação e da ação da actividade parlamentar e Participação Cidadã. É o partido que governa, após 2000, com sucessivas maiorias, que entende que é possível criar mais mecanismos de fiscalização e de aproximação entre o eleito e o eleitor, através, desde logo, um dos fenómenos das sociedades contemporâneas, do processamento e a transmissão da informação. É o partido que suporta os Governos Socialistas na Região e que perante uma oposição sempre com sentido de caos dos “ 21 anos “ transporta para a propositura uma ação concreta e pugna-se pelo cumprimento do programa sufragado pelos Açorianos. O portal da Transparência e Participação Cidadã que com os contributos da oposição - assim se espera - dará ao cidadão de forma compilada a actividade parlamentar ao pormenor de cada deputado; a sua situação e informações relativas a rendimentos, regimes de ajudas de custas e outros dados, assim como a explicitação por deputado em regimes de exclusividade. O Portal da Transparência e Participação Cidadã abrirá “caixas de pandora”, desmistificará mitos e igualmente ver-se-á que de forma desorganizada socialmente, ou seja a sociedade que se representa por um cidadão, sem recurso a associações ou sindicatos, tem a seu dispor, para além dos canais já existentes de participação, mais um meio dirigido ao cidadão e pelo cidadão. O Portal da Transparência e Participação Cidadã assume estrategicamente os valores da modernização, reforço da qualidade democrática e reformulação enquanto uma edificação de mediação política e de participação cívica. A informação e a (des)informação penetra nas sociedades a um ritmo que não acompanhamos. A vida do dia a dia, os comportamentos, as motivações individuais e colectivas, as suas opções estão ligados ao fenómeno informativo, esclarecedor e no modo como é comunicado. O Partido Socialista, através dos seus eleitos no Parlamento Açoriano, dá corpo a este fenómeno. Uma das formas que enobrecem a democracia, no respeito pelas minorias mas não pela sua total imposição que poderá provocar descaracterização do compromisso eleitoral, é de que passados 21 anos, o PS, com maioria, mantém uma postura de abertura e de construção de uma sociedade mais próspera no seu desenvolvimento sustentável.