PS/Açores quer garantias de que empresas e a transição energética ficam fortalecidas após PRR

PS Açores - Há 1 hora

A deputada do PS/Açores Sandra Costa Dias defendeu hoje, na Horta, que a avaliação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não pode ficar limitada às taxas de execução financeira, considerando essencial perceber qual o impacto real dos investimentos na competitividade das empresas, na transição energética e na capacidade da Região enfrentar os desafios futuros.

No debate de urgência sobre a execução do PRR nos Açores, a socialista afirmou que o Partido Socialista sempre defendeu o aproveitamento integral dos fundos disponíveis para a Região, mas sublinhou que, a pouco tempo do prazo final do programa, importa avaliar não apenas quanto foi executado, mas sobretudo o que mudou efetivamente na economia açoriana.

“Competitividade empresarial não se mede apenas por montantes aprovados, mede-se pelo que muda nas empresas”, considerou Sandra Costa Dias, defendendo maior transparência relativamente aos apoios atribuídos, aos investimentos concretizados e aos benefícios gerados para o tecido económico regional.

Na área da energia, afirmou que “o que conta para as famílias, para as empresas e para a Região não é a potência anunciada”, mas sim “a potência instalada, ligada e a produzir”, questionando ainda quem suportará eventuais custos decorrentes de atrasos na instalação dos equipamentos financiados pelo programa, uma vez que diz ser “preciso garantir que a instalação acontece, que a energia entra no sistema e que os custos de eventuais atrasos não recaem sobre quem cumpriu a sua parte”.

Sandra Costa Dias alertou igualmente para a necessidade de garantir continuidade às linhas de apoio criadas ou reforçadas pelo PRR, tanto na área empresarial como na transição energética, considerando que famílias e empresas necessitam de previsibilidade e estabilidade para planear investimentos e projetos de longo prazo.

Para a deputada do PS/Açores, o verdadeiro critério de avaliação do PRR será perceber se, concluído o programa, os Açores ficam mais competitivos, mais resilientes, mais autónomos e melhor preparados para o futuro.

“Depois de mais de 725 milhões de euros de investimento, a questão essencial é saber o que mudou e que valor ficou para a Região”, concluiu, questionando o Governo: “Depois do PRR, os Açores ficam mais fortes, mais competitivos, mais resilientes e mais autónomos? Ou ficamos apenas com execução administrativa fechada, mas com dúvidas sobre o retorno estrutural para a Região?”.

 

Horta, 17 de junho de 2026