PS/Açores quer garantir execução máxima do PRR e que os respetivos investimentos deixem resultados duradouros nas respostas sociais

PS Açores - Há 2 horas

O deputado do PS/Açores Marco Martins defendeu hoje, na Horta, a execução máxima do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na Região, sublinhando que “cada euro não executado é uma oportunidade perdida para melhorar a vida dos Açorianos”.

Intervindo no debate de urgência sobre a execução do PRR nos Açores, o socialista salientou que a Região atravessa uma fase decisiva do programa, lembrando que estão em causa cerca de 725 milhões de euros de investimento, num momento em que coexistem igualmente o maior quadro comunitário de apoio de sempre e os maiores orçamentos regionais da história autonómica.

“Nunca, como agora, houve, em simultâneo, tantos recursos disponíveis. E este aspeto adensa e reforça a necessidade, a exigência e a responsabilidade de se executar e se executar bem”, sublinhou.

Marco Martins defendeu que o objetivo deve ser alcançar a execução total do PRR, não por uma questão meramente estatística, mas porque os investimentos previstos têm impacto direto na habitação, na saúde, nas respostas sociais e na qualidade de vida das famílias açorianas.

O deputado socialista alertou igualmente para os desafios que subsistem em áreas como a habitação, as estruturas residenciais para idosos e a modernização do Serviço Regional de Saúde, onde várias metas continuam dependentes da conclusão de investimentos e de procedimentos administrativos que terão de estar concluídos dentro dos prazos definidos.

Para o PS/Açores, contudo, a principal preocupação passa por garantir a sustentabilidade das respostas criadas com recurso aos fundos europeus, evitando que projetos importantes terminem quando o financiamento do PRR chegar ao fim.

Nesse sentido, destacou o programa Novos Idosos, considerando essencial que o Governo Regional esclareça desde já se está garantida a continuidade da iniciativa para além de 2027. “As políticas sociais não podem começar com ambição e terminar por falta de financiamento. Não podem criar confiança hoje e incerteza amanhã”, afirmou.

O socialista defendeu que a mesma preocupação deve existir relativamente aos investimentos realizados na habitação, na saúde e na educação, áreas onde os equipamentos, infraestruturas e programas criados exigirão financiamento e acompanhamento permanentes após o encerramento do PRR.

Segundo o deputado, o sucesso do Plano de Recuperação e Resiliência não pode ser avaliado apenas pelos montantes executados, mas sobretudo pela capacidade de transformar estes investimentos em melhorias duradouras na vida das pessoas, na coesão social, na qualidade dos serviços públicos e no futuro da Região.

“Porque, no fim, aquilo que verdadeiramente importa é muito mais do que apenas os números: são as pessoas, sempre as pessoas!”, concluiu Marco Martins.

 

Horta, 17 de junho de 2026