O Grupo Parlamentar do PS/Açores alertou, esta sexta-feira, para a necessidade de garantir uma fiscalização mais eficaz da evolução dos preços dos bens alimentares na Região, considerando essencial assegurar maior capacidade de monitorização num contexto em que o aumento do custo de vida continua a pesar no orçamento das famílias açorianas.
Para o deputado Russell Sousa, a proteção dos consumidores e a defesa do poder de compra dos Açorianos exigem uma resposta capaz de acompanhar de forma rigorosa a evolução dos preços praticados, sobretudo nos produtos essenciais e de primeira necessidade.
“Num momento em que muitas famílias continuam a sentir dificuldades acrescidas para fazer face às despesas do dia a dia, é importante assegurar que existem mecanismos eficazes de acompanhamento e fiscalização das práticas comerciais”, defendeu o socialista.
Apesar de o Governo Regional ter vindo a destacar o reforço da atividade operacional da Inspeção Regional das Atividades Económicas (IRAE), o PS considera que permanecem várias questões por esclarecer relativamente à capacidade efetiva de resposta daquela entidade, nomeadamente quanto aos recursos humanos disponíveis, à capacidade operacional existente e ao acompanhamento concreto da evolução dos preços no setor alimentar.
O Grupo Parlamentar do PS/Açores entende igualmente ser importante clarificar se a atual estrutura da IRAE dispõe dos meios necessários para assegurar uma fiscalização eficaz em todas as ilhas da Região, bem como compreender de que forma está a ser realizado o acompanhamento das práticas comerciais e dos preços praticados junto das grandes superfícies comerciais.
Nesse sentido, os socialistas entregaram um requerimento na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, através do deputado Russell Sousa, solicitando esclarecimentos ao Governo Regional sobre os recursos disponíveis na IRAE, as ações inspetivas realizadas nos últimos anos e os mecanismos atualmente utilizados para monitorizar a evolução dos preços dos bens alimentares essenciais.
“O que está em causa é garantir que os Açorianos têm confiança de que existe uma fiscalização eficaz e uma defesa ativa dos seus interesses enquanto consumidores”, concluiu Russell Sousa.
Horta, 23 de maio de 2026