O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores alertou esta quarta-feira, para o impacto direto que a redução de ligações aéreas está a ter no turismo e na economia regional, defendendo uma resposta urgente e eficaz por parte do Presidente do Governo para atrair novas companhias aéreas a operar durante todo o ano.
Carlos Silva manifestou esta preocupação após reunião dos deputados socialistas com a Associação de Alojamento Local, onde ficou evidente que a diminuição de voos e de lugares disponíveis está já a afetar reservas, a atividade turística e a previsibilidade do setor, com o setor a mostrar-se apreensivo com taxas de ocupação abaixo dos 50% na época da Páscoa.
“Estamos a falar de uma quebra significativa na oferta aérea, que não afeta apenas o turismo, mas também o comércio, a restauração, os serviços e a própria mobilidade dos Açorianos”, salientou o parlamentar, sublinhando que a Região fica cada vez mais dependente de menos operadores e sujeita a preços mais elevados.
Para Carlos Silva, é hoje claro que a saída de companhias como a Ryanair deixou um vazio que continua sem resposta. “As recentes declarações do Presidente do Governo confirmam uma postura de resignação perante a perda de ligações aéreas. O que ainda não se percebe é o que está o Presidente do Governo a fazer para resolver o vazio deixado por companhias como a Ryanair”, aponta o deputado, criticando a falta de estratégia e de capacidade de reação do Executivo.
“José Manuel Bolieiro deveria estar a mexer-se, em vez de se lamentar e desculpar com a Guerra, para conseguir captar companhias aéreas e turistas que estejam a procurar destinos mais seguros do que o médio oriente”, acrescentou.
O socialista lembra ainda que este cenário surge num contexto já marcado por dificuldades no subsídio social de mobilidade, agravando os constrangimentos sentidos pelos Açorianos e pelas empresas.
“Desde o início do ano que não há uma única boa notícia no setor da mobilidade”, referem, acrescentando que a recente operação “last call” condiciona ainda mais a capacidade do Governo Regional para negociar e atrair novas rotas.
O Vice-Presidente do GPPS considera que o momento exige ação e não resignação, defendendo que o Governo deve intensificar esforços para captar companhias aéreas, reforçar a concorrência e aproveitar o atual contexto internacional para posicionar os Açores como um destino seguro e competitivo.
Ponta Delgada, 26 de março de 2026