Falhas no transporte aéreo deixam pescado retido e causam prejuízos aos pescadores nas Flores e Corvo, afirma PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

Os deputados do Partido Socialista/Açores, José Gabriel Eduardo e Dora Valadão, denunciaram hoje as graves dificuldades no escoamento de pescado nas ilhas das Flores e do Corvo, devido a falhas persistentes no transporte aéreo assegurado pela SATA.

Segundo José Gabriel Eduardo, encontram-se atualmente mais de 1000 quilos de peixe retidos na ilha das Flores e cerca de 300 quilos na ilha do Corvo, situação que está a provocar prejuízos diretos aos pescadores e operadores do setor.

O parlamentar considerou que “não é admissível que, em pleno século XXI, continuem a existir falhas desta natureza num serviço essencial para a economia das ilhas do grupo ocidental”, sublinhando que se trata de um problema recorrente que compromete a atividade das pescas e a sustentabilidade económica local.

O deputado socialista alerta que a incapacidade de garantir o transporte atempado de um produto altamente perecível como o pescado está a resultar em desperdício, perda de rendimento e quebra de confiança no sistema de transportes regionais, cuja responsabilidade é do Governo Regional.

“Estamos perante mais um exemplo claro do falhanço do Governo na garantia de um serviço público de transporte aéreo eficiente, colocando em causa a coesão territorial e a igualdade de oportunidades entre ilhas”, afirmou.

Neste sentido, o Grupo Parlamentar do PS/Açores deu entrada de um requerimento na Assembleia Legislativa, questionando o Governo Regional sobre as razões que estão na origem desta situação, as medidas imediatas para resolver o problema e as soluções estruturais que pretende implementar para garantir, de forma regular e fiável, o escoamento de mercadorias perecíveis a partir das ilhas do grupo ocidental.

José Eduardo exige ainda respostas urgentes quanto à possibilidade de reforço da capacidade de carga aérea nas próximas ligações às Flores, bem como à eventual criação de mecanismos de compensação para os prejuízos já causados aos pescadores.

“O Governo não pode continuar a ignorar uma realidade que se repete e que prejudica diretamente quem vive e trabalha nestas ilhas. É preciso agir com urgência”, concluiu.