PS/Açores exige respostas concretas para requalificação das estradas em Santa Maria

PS Açores - Há 2 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores defendeu, esta quarta-feira, a necessidade urgente de intervenção na rede viária regional de Santa Maria, exigindo ao Governo Regional um plano claro, com valores definidos e prazos concretos, que garanta melhores condições de circulação e segurança para a população.

À margem de uma visita à freguesia de Santo Espírito, no âmbito da iniciativa “Converse com os Deputados”, João Vasco Costa sublinhou que o estado das estradas na ilha “é profundamente preocupante e já tem impacto direto no dia a dia das pessoas”, referindo os danos em viaturas e os constrangimentos sentidos por moradores e comerciantes.

O parlamentar recordou que a Junta de Freguesia de Santo Espírito tem vindo a alertar, de forma insistente, a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e o Conselho de Ilha, através de vários contactos formais, sem que tenha obtido respostas concretas. “O que chegou foi uma resposta vaga, sem qualquer compromisso com datas, valores ou soluções efetivas”, apontou.

João Vasco Costa salientou ainda que, após a exposição mediática do problema, nomeadamente através de uma reportagem da RTP Açores, foram realizadas intervenções pontuais com recurso a pó de pedra, que se revelaram ineficazes. “Com as primeiras chuvas, os buracos voltaram a surgir, mostrando que não se trata de uma solução, mas de um remendo temporário”, afirmou.

O deputado destacou também que, nos últimos dois anos, estiveram previstos mais de 500 mil euros para a beneficiação de estradas na ilha, sem que essas verbas tenham tido execução visível no terreno, agravando o sentimento de abandono por parte da população.

Perante esta realidade, o PS/Açores avançou com um requerimento para obter esclarecimentos detalhados sobre os investimentos previstos e o respetivo cronograma de intervenção nas estradas regionais de Santa Maria. “Os marienses precisam de respostas concretas e de soluções duradouras, não de promessas vagas nem de intervenções que desaparecem com a primeira chuva”, concluiu.

 

Vila do Porto, 25 de março de 2026