Falta de ligações aéreas na época baixa prejudica setor do turismo e mobilidade dos Açorianos, alerta PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista/Açores alertou, esta terça-feira, para o impacto da instabilidade nas acessibilidades aéreas na economia regional, no Turismo e na mobilidade dos Açorianos durante a época baixa, considerando inaceitável a falta de informação, de estratégia e de ação por parte do Governo Regional num setor absolutamente vital para a Região.

Estas preocupações foram transmitidas na sequência de uma reunião do Grupo Parlamentar com a Associação da Hotelaria de Portugal – Açores, onde foram analisados “os sinais evidentes do abrandamento da atividade económica ligada ao Turismo durante a época baixa e os efeitos diretos das atuais fragilidades nas ligações aéreas à Região”.

Para a socialista, “a sazonalidade continua a fazer-se sentir de forma expressiva e o contexto agravou-se nos últimos meses. Ainda ontem, a Secretária Regional do Turismo anunciou três novas companhias aéreas com operações nos Açores na próxima época alta. No entanto, a Ryanair mantém a intenção de sair da Região, e não existe qualquer evolução nas negociações entre o Governo Regional e a companhia até ao momento, quando a saída desta companhia da Região está prevista para março”.

“O Governo Regional continua sem prestar qualquer esclarecimento sobre negociações em curso, alternativas em cima da mesa ou medidas concretas para mitigar este impacto”, acrescentou Sandra Costa Dias.

Paralelamente, acrescentou, “a EasyJet, que tem interesse em voar para Ponta Delgada, não o faz porque o Governo Regional pretende que também viaje para outras ilhas. É inaceitável que as guerras dentro do Governo prejudiquem a economia de São Miguel, desperdiçando, desta forma, uma oportunidade importante para reforçar as ligações aéreas na época baixa”.

A esta situação, Sandra Costa Dias adiantou que se soma a instabilidade persistente na SATA e o processo de privatização em curso, que continuam a gerar incerteza e a fragilizar seriamente a mobilidade dos açorianos. “Estamos a falar não apenas de Turismo, mas do direito básico das pessoas a circularem dentro e fora da Região, num contexto em que o próprio subsídio social de mobilidade enfrenta já limitações impostas pelo Governo da República”, frisou.

Os efeitos desta falta de rumo fazem-se sentir de forma transversal em todo o setor turístico, afetando a hotelaria, o alojamento local, as rent-a-car, a restauração e um vasto conjunto de empresas que dependem diretamente do fluxo turístico. “Quando não há confiança nas acessibilidades, toda a economia regional abranda, e quem paga essa fatura são as empresas e as famílias açorianas”, acrescentou a deputada.

Para o Partido Socialista, o silêncio e a inação do Governo Regional são particularmente preocupantes num momento que exige liderança, transparência e capacidade negocial. “O Governo não informa, não clarifica e não apresenta soluções, quando o que a Região precisa é de respostas rápidas e de uma estratégia clara para defender os interesses dos Açores”, concluiu Sandra Costa Dias.

 

 Ponta Delgada, 20 de janeiro de 2026