PS/Açores solicita informação ao Governo sobre agravamento dos tempos de espera para cirurgia no Serviço Regional de Saúde

PS Açores - 6 de outubro

O Grupo Parlamentar do PS/Açores entregou, na Assembleia Legislativa dos Açores, um requerimento a solicitar ao Governo Regional esclarecimentos sobre a “gestão dos tempos de espera para cirurgia no Serviço Regional de Saúde”. Tiago Lopes, manifesta preocupação em relação ao “aumento do número de utentes em lista de espera para cirurgia” e “ao cancelamento de quase duas mil cirurgias”, entre outros aspetos.


O deputado do PS/Açores realça que se “registou um aumento do número de utentes em lista de espera para cirurgia ao longos dos últimos meses comparativamente com os períodos homólogos durante o primeiro semestre de 2021”, conforme revelam os dados mais recentes do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores (SIGICA), publicados pela Direção Regional da Saúde.
No mês de agosto, refere Tiago Lopes a título de exemplo, “operou-se menos 12,4% relativamente a julho, ao que se associa um aumento do tempo médio de espera por uma cirurgia entre julho e agosto”.


Igualmente preocupante, acrescenta o parlamentar é “o cancelamento de quase duas mil cirurgias, só este ano, o que comparativamente com o ano de 2020, significa um crescimento da taxa de cirurgias canceladas, bastante significativo”. De acordo com o requerimento, os cancelamentos foram de: 33% em agosto, 24% em julho, 28% em junho, 159% em maio e 600% em abril. “Estes valores de cirurgias canceladas no Serviço Regional de Saúde não encontram igual em anos anteriores”.


Face a estes dados, e tendo em conta que está terminado o 2.º trimestre de 2021, os deputados querem que o Governo Regional informe a Assembleia Legislativa, e por essa via os Açorianos, sobre “qual o ponto de situação do processo de avaliação externa da gestão dos tempos de espera para cirurgia no Serviço Regional de Saúde, a desenvolver por instituição de referência no ensino e investigação na área da gestão da saúde”.


Em nome da transparência, consideram que o executivo deve tornar pública “qual a instituição de referência no ensino e investigação na área da saúde responsável pela referida avaliação e como decorreu o processo, e quanto custou a contratualização com a referida instituição de referência no ensino e investigação na área da saúde”.