Opinião

Voltar a Acreditar

Os Açores estão perante um tempo novo, exigente e decisivo. Um tempo que não se resolve apenas administrando o presente, nem respondendo, caso a caso, aos problemas que se vão acumulando nas nossas ilhas.

Este é um tempo que pede mais visão, mais coragem e mais capacidade de fazer. Fazer diferente, repensar e, se, necessário,  romper com o passado, sem dogmas ou preconceitos, mas de uma forma estável e tranquila para a vida dos Açorianos. Pede ambição, confiança e competência. Pede que olhemos para o futuro com exigência e esperança. E pede, sobretudo, que voltemos acreditar e contar e a uns com os outros.

É por isso que este desafio não pode ser apenas dos partidos, dos governos ou das instituições. Tem de ser um desafio coletivo, vivido com abertura, sem medos e sentido de responsabilidade.

Num tempo em que tantas pessoas desconfiam da política e dos políticos, importa dizê-lo com clareza: ninguém constrói o futuro dos Açores sozinho. Nenhum partido, nenhum governante tem todas as respostas. O futuro dos Açores tem de ser construído com os açorianos.

Com os que vivem nas 9 ilhas. Com os que partiram, mas continuam ligados à sua terra. Com os jovens que querem ficar. Com os mais velhos, que conhecem o valor da comunidade. Com quem ensina, cuida, investe, produz, cria e trabalha pelas nossas ilhas.

É esse o sentido do Fórum Cidadania Ativa para um Novo Futuro, que o PS/A tem em execução: abrir um processo de participação e escuta, onde as pessoas, independentemente da sua simpatia partidária, possam falar, propor e ajudar a pensar os Açores.

Este Fórum não nasceu para ser uma formalidade, nem mais uma iniciativa sem consequência. Nasceu para ouvir com seriedade, trabalhar com responsabilidade e transformar preocupações em propostas e ideias em soluções.

Os Açores precisam de pensar para além da próxima eleição. Precisam de uma visão para a próxima década, capaz de responder aos desafios da cultura, educação, saúde, habitação, economia, coesão entre ilhas, mobilidade, mar, entre tantas outras.

A política só se aproxima das pessoas quando as pessoas sentem que a sua voz conta. E contar é saber que aquilo que se diz é respeitado, pensado e pode ajudar a construir decisões melhores.

É isso que queremos fazer: ouvir com atenção e trabalhar com seriedade. Sem prometer soluções fáceis, mas com a convicção de que os Açores têm força, talento e capacidade para fazer mais e fazer melhor.