Opinião

Proteger os Açores é agir agora!

O aumento dos combustíveis nos Açores atinge diretamente o coração da nossa economia. Penaliza agricultores e pescadores, que veem os custos de produção disparar sem qualquer rede de proteção, e coloca em causa a sustentabilidade de atividades essenciais para a Região.

Para além disso, aumentam os custos de transporte, agravam-se os preços dos bens essenciais e reduz-se o rendimento disponível dos cidadãos. É um ciclo que está a deixar setores inteiros entregues à sua sorte.

Perante este cenário, o que se esperaria do Governo era liderança, ação e capacidade de implementar medidas para ajudar as pessoas. No entanto, o que ouvimos do Secretário Regional das Finanças é, no essencial, um exercício de resignação.

Dizer que “há uma guerra” ou que “há uma economia mundial toda a sofrer” pode, até, ajudar a enquadrar o contexto, mas não pode servir de justificação para a inação do Governo.

É que, se é verdade que os açorianos não esperam que o Governo resolva conflitos internacionais, também é verdade que esperam que utilize todos os instrumentos ao seu alcance para defender a economia regional.

Até porque, como se sabe, com toda esta crise, o Governo está a arrecadar mais receita fiscal, traduzindo-se em cerca de 25 milhões de euros ao longo do ano. Daqui resulta que, apesar das dificuldades, existe margem para agir, mas essa opção não tem sido assumida.

No entendimento do PS/Açores, é preciso agir. E, por isso, avançaremos no Parlamento regional com um conjunto de medidas concretas para mitigar o impacto deste aumento, apoiar as famílias e garantir maior estabilidade, aliviando o custo de vida e reforçando a capacidade de resposta da nossa economia.

Precisamos de um Governo que não se limite a explicar as crises, mas que esteja preparado para agir. É esse o compromisso que assumimos: responsabilidade, estabilidade e soluções concretas para proteger os cidadãos, apoiar as empresas e defender os Açores.

E neste 1.º de Maio, essa é talvez a mensagem mais clara: respeitar o trabalho não é apenas assinalar uma data, é garantir, nas decisões do presente, que quem trabalha não é deixado a suportar sozinho o peso das crises.