O gráfico da execução do Plano Regional Anual na ilha Graciosa, entre 2017 e 2024, revela uma redução muito significativa do investimento público efetivamente executado nos quatro anos desta coligação.
Passámos de 41,3 milhões de euros de 2017 a 2020 para 25,6 milhões entre 2021 e 2024, ou seja, menos 15,7 milhões de euros em apenas quatro anos. É dinheiro que deixou de chegar à Graciosa.
Numa ilha pequena, periférica dentro da ultraperiferia e com limitações, menos investimento público significa menos oportunidades, menos dinamismo económico e, inevitavelmente, menos futuro.
O investimento regional é um motor decisivo do desenvolvimento local, porque cria emprego, fixa população, melhora os serviços públicos e garante melhores condições de vida.
Quando ele falha, o impacto sente-se rapidamente no terreno. Os projetos são adiados, como são os casos da Marina da Barra, da Gare Marítima do Porto Comercial e da rede viária, só para dar três exemplos do que foi apresentado como “muito urgente” ainda recentemente e que, passados seis anos, parece ter perdido o ímpeto de quem tanto exigia.
Os Graciosenses não podem deixar que este desinteresse se normalize. Não basta dizer que “houve dificuldades”, que “a prioridade é o PRR”, que “os tempos são exigentes” ou que “os projetos estão em estudo”.
Governar implica decidir, executar e responder por resultados. E a verdade é que, olhando para os dados disponíveis nos documentos da execução orçamental do próprio Governo, a Graciosa está a perder investimento e, paralelamente, a perder capacidade de projetar o futuro neste ciclo governativo.
E a verdade é que se existem obstáculos, compete ao Governo superá-los. Se existem problemas de execução, compete ao Governo corrigi-los. O que não é aceitável é que a fatura recaia sempre sobre as ilhas mais pequenas.