Opinião

Um ano de clarificação

Entramos em 2024. Este será o ano em que celebramos 50 anos da revolução que trouxe a democracia ao nosso País.

Contudo, este que deveria ser o maior e mais belo acontecimento político e cívico, está, infelizmente, remetido para segundo plano devido a crises políticas instaladas.

Sem sombra de dúvidas que o que salta à vista de todos são os atos eleitorais que temos agendados para os próximos meses a começar já no dia 4 de fevereiro aqui nos Açores.

Daqui a um mês os açorianos serão chamados a resolver a primeira crise política da nossa história. No próximo dia 4 de fevereiro seremos todos chamados a decidir qual composição terá a nossa Assembleia Legislativa Regional e qual geometria terá melhores condições para liderar os destinos governativos dos Açores.

Se em 2020 os Açores já precisavam de uma solução estável, a necessidade de termos uma solução que garanta efetivamente a estabilidade na governação nos Açores aumentou com aquilo que nos aconteceu nos último três anos.

2024 deverá ser, por isso mesmo, um ano de clarificação. Temos nas nossas mãos a responsabilidade de decidir se queremos manter uma solução que só nos trouxe incertezas e instabilidade ou se queremos, por outro lado, uma solução robusta que nos traga certeza, nos traga capacidade de decisão e nos traga, sobretudo, uma liderança que nos transmita efetiva confiança.

Uma coisa parece-me certa, independentemente dos programas que serão apresentados durante o próximo mês, os açorianos estão bem esclarecidos sobre quem tem capacidade de garantir a estabilidade que precisamos e sobretudo quem na sua primeira oportunidade demonstrou não ser referencial de estabilidade e muito menos de estar à altura de resolver os problemas.

 

(Crónica escrita para Rádio)