Opinião

Sinais positivos

Realiza-se, desde segunda-feira, a I Mostra Regional de Emprego e Formação Profissional, em Ponta Delgada. Muito mais do que um simples evento, esta Mostra encerra em si o espírito que tem acompanhado o desenvolvimento positivo a nível da criação de emprego de que a Região tem sido rosto nos últimos meses. O crescimento do emprego é uma aposta que exige trabalho dedicado e incessante, não podendo a atuação governamental descansar nos bons números que têm sido divulgados recorrentemente, a nível de redução do número de pessoas desempregadas na Região. A retoma da atividade económica em alguns setores, em especial no setor do turismo e outros com ele conexos, tem-se convolado nos dados animadores que nos têm sido transmitidos tanto pelo Instituto Nacional de Estatística como pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional, também com um aumento da oferta de emprego. E é legítimo esperar que, à medida que o setor do turismo se adapta e aperfeiçoa face às novas realidades com que se tem deparado, esses números se revelem ainda mais positivos. Não podemos, em boa verdade, entrar em euforias. As muitas pessoas que venceram o desemprego devem constituir motivo de orgulho. No entanto, ainda que em 2015 se tenha verificado a maior redução da taxa de desemprego dos últimos 10 anos e que o número de pessoas desempregadas inscritas nos centros de emprego seja o menor dos últimos 41 meses, não podemos esquecer, por um momento que seja, que muitos ainda não conseguiram ultrapassar esse obstáculo. E, neste âmbito, o esforço que tem sido feito por parte do Governo Regional tem sido de louvar, com uma panóplia de medidas que abrangem o apoio ao empreendedorismo, à contratação, bem como a nível da formação profissional, na qual o investimento tem sido avultado e plenamente justificado. É facto assente que a formação consubstancia um elemento potenciador das possibilidades de contratação, pelo que uma pessoa com mais formação terá sempre maior probabilidade de se ver absorvida pelo mercado de trabalho. Surpresas à parte, e apesar de o maior partido da oposição fazer verdadeiras acrobacias matemáticas para desvalorizar os mais recentes dados relativos à criação de emprego, não são capazes de desmentir uma verdade reconhecida: que os Açorianos, hoje, se sentem mais confiantes e veem maiores e reais possibilidades de um melhor futuro. Vemos isso pelo crescente número de novas empresas, pelo dinamismo com que muitos jovens têm encarado os novos nichos proporcionados pelo desenvolvimento do turismo na Região, vemos isso pela quantidade de investimento que o Governo tem feito na empregabilidade e os resultados que daí têm advindo. Contra factos não há argumentos, por mais que tentem. À medida que se aperfeiçoam falhas e se reinventa o que precisa de ser reinventado – métodos naturais de adaptação das políticas públicas às necessidades reais das pessoas - os argumentos de um PSD cansado de ser oposição - mas sem respostas para que não volte a ser – continuam a diminuir de força (se alguma vez a tiveram).Dizer apenas que os programas ocupacionais são “necessários” não lhes faz a justiça devida, quando os seus objetivos vão muito para além dessa generalidade. O PSD tanto não compreende isto, como se tem revelado completamente incapaz de revelar qual o seu verdadeiro entendimento sobre o que devem ser as políticas públicas de emprego, já que tanto critica as que estão em vigor. Atêm-se a clichés e generalidades na hora de dizer o que acham que deve ser feito. E depois querem governar.