Nova ressonância magnética do Hospital da Horta continua sem evitar deslocações de utentes, alerta PS/Açores

PS Açores - Há 1 hora

A deputada do PS/Açores eleita pelo Faial, Inês Sá, manifestou preocupação com os relatos de utentes que continuam sem conseguir realizar exames de ressonância magnética no Hospital da Horta, apesar de a unidade hospitalar dispor de um novo equipamento adquirido precisamente para reforçar a capacidade de diagnóstico e reduzir a necessidade de deslocações para outras ilhas.

Segundo a parlamentar socialista, trata-se de uma situação que, a confirmar-se, "não é aceitável", uma vez que o equipamento, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representou um investimento público relevante e foi apresentado pelo Governo Regional como uma resposta às necessidades dos utentes do Faial e das restantes ilhas do Grupo Central.

"Não basta anunciar investimentos ou inaugurar equipamentos. É indispensável garantir que estão efetivamente ao serviço da população. Quem precisa de uma ressonância magnética não pode continuar a ser obrigado a deslocar-se para outras ilhas ou a suportar do próprio bolso os custos de um exame no setor privado", afirma Inês Sá.

A deputada considera que, caso estes relatos correspondam à realidade, estará em causa uma falha na organização dos serviços de saúde, que acaba por comprometer os objetivos que justificaram a aquisição do equipamento.

"Este investimento foi realizado para aproximar os cuidados de saúde dos açorianos e reduzir deslocações desnecessárias. Se isso não está a acontecer, é fundamental perceber porquê e corrigir rapidamente a situação", defende.

Inês Sá entende ainda que os utentes têm direito a saber se o equipamento está plenamente operacional e se existem os recursos humanos e a organização necessários para garantir o seu funcionamento em pleno, assegurando que um investimento desta dimensão produz os benefícios para os quais foi realizado.

Perante esta situação, o Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa a solicitar esclarecimentos ao Governo Regional sobre o funcionamento do equipamento, os critérios de acesso aos exames, a capacidade de resposta do Hospital da Horta e o número de utentes que continuam a ser encaminhados para outras unidades de saúde ou para o setor privado.