PS/Açores exige clareza sobre custos de funcionamento do futuro HDES e garantias de financiamento da República

PS Açores - Há 4 horas

Carlos Silva defende uma solução hospitalar digna e sustentável, com garantias claras para a construção, manutenção e funcionamento da futura unidade 

O dirigente regional do PS/Açores Carlos Silva manifestou preocupação com os custos de funcionamento e de manutenção associados à futura estrutura do Hospital do Divino Espírito Santo, defendendo que qualquer solução deve ser acompanhada por garantias de sustentabilidade financeira e de capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde. 

Após participar na reunião promovida pelo Governo dos Açores com os partidos com assento parlamentar para apresentação do plano funcional do hospital, Carlos Silva considerou positiva a existência de uma primeira proposta, mas alertou que ainda faltam elementos essenciais para avaliar a viabilidade do projeto. 

“O Hospital do Divino Espírito Santo é uma infraestrutura fundamental para os açorianos e precisa de uma resposta definitiva. Mas não basta construir ou ampliar. É indispensável garantir que a Região terá condições financeiras, recursos humanos e capacidade técnica para assegurar o seu funcionamento ao longo dos próximos anos”, afirmou. 

O dirigente socialista lembrou que a Região atravessa graves dificuldades financeiras e que uma unidade hospitalar desta dimensão terá custos permanentes muito elevados, tanto ao nível da manutenção das instalações e dos equipamentos como da contratação e retenção de profissionais de saúde. 

“Estamos a falar de uma obra estrutural para o Serviço Regional de Saúde, mas também de uma estrutura que terá encargos significativos todos os anos. Seria irresponsável avançar sem conhecer esses custos e sem garantir previamente as condições necessárias para os suportar”, salientou. 

Carlos Silva defendeu, por isso, que o Governo Regional deve apresentar um estudo económico e financeiro rigoroso, que inclua não apenas o investimento inicial, mas também uma projeção dos custos futuros de funcionamento, manutenção, equipamentos e recursos humanos. 

“É preciso saber quanto custa construir, mas também quanto vai custar manter o hospital aberto, equipado e com profissionais suficientes para responder às necessidades da população”, reforçou. 

O dirigente regional do PS/Açores manifestou ainda preocupação com a ausência de um compromisso formal do Governo da República para o financiamento da intervenção, lembrando que a Região, atendendo à sua atual situação financeira, não tem capacidade para suportar isoladamente uma obra desta dimensão. 

“É fundamental que o Governo da República assuma um compromisso claro, formal e plurianual com o financiamento desta obra, garantindo estabilidade a um processo que atravessará vários ciclos políticos. Ao Governo Regional cabe também demonstrar que terá condições para assegurar, no futuro, os custos de funcionamento, manutenção e recursos humanos da unidade hospitalar”, defendeu. 

Carlos Silva lembrou que já passaram dois anos desde o incêndio e que a solução atualmente existente continua a criar dificuldades na prestação de cuidados de saúde, com mais de 800 pessoas a aguardar por cirurgias e exames. 

“Os açorianos precisam de uma resposta rápida, eficaz e digna. O PS/Açores continuará a acompanhar este processo com sentido de responsabilidade, exigindo transparência, rigor financeiro e garantias de que o futuro hospital será não apenas construído, mas também sustentável e capaz de funcionar em pleno”, concluiu.