O Grupo Parlamentar do PS/Açores alertou para os prejuízos crescentes que a proliferação de coelhos-bravos está a causar na ilha das Flores, defendendo a adoção de medidas eficazes que permitam proteger a atividade agrícola e minimizar os danos sentidos pelos agricultores.
Os deputados socialistas eleitos pelas Flores, José Eduardo e Dora Valadão, referem que têm sido cada vez mais frequentes os relatos de agricultores e proprietários de terrenos agrícolas que denunciam estragos significativos em culturas, hortas e pastagens, provocados pelo aumento da população de coelho-bravo na ilha.
Segundo os parlamentares, esta situação está a causar prejuízos económicos relevantes às famílias e explorações agrícolas afetadas, colocando em causa a rentabilidade da produção local e agravando as dificuldades enfrentadas pelo setor.
José Eduardo e Dora Valadão consideram que é necessário encontrar um equilíbrio entre a preservação das espécies cinegéticas e a proteção de uma atividade económica essencial para a ilha, defendendo que a realidade específica das Flores justifica uma avaliação cuidada das medidas de controlo populacional atualmente existentes.
Nesse sentido, os deputados do PS/Açores entendem que importa apurar a dimensão do problema, conhecer os dados atualizados sobre a população de coelho-bravo na ilha e avaliar soluções que permitam reduzir os impactos negativos sobre a agricultura, incluindo a possibilidade de adotar regimes excecionais de controlo da espécie.
Os socialistas defendem ainda o envolvimento das associações agrícolas, dos caçadores e das autarquias locais na definição de uma estratégia adequada à realidade da ilha, garantindo uma resposta concertada para um problema que tem vindo a agravar-se e que exige medidas concretas para salvaguardar a sustentabilidade da atividade agrícola nas Flores.
O Grupo Parlamentar do PS/Açores solicitou esclarecimentos ao Governo Regional sobre a situação e as medidas previstas para responder às preocupações manifestadas pelos agricultores florentinos.
Santa Cruz das Flores, 19 de junho de 2026