O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Carlos Silva, defendeu que os Açores precisam de uma Autonomia capaz de responder aos desafios reais dos Açorianos, alertando que o futuro da Região exige “estabilidade, responsabilidade, transparência, competência e ambição”.
A posição foi assumida durante a sessão solene comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, onde o socialista sublinhou que a Autonomia deve ser encarada não apenas como uma conquista histórica, mas também como “uma responsabilidade permanente”.
Na sua intervenção, Carlos Silva destacou o percurso alcançado pela Região ao longo das últimas cinco décadas, reconhecendo o contributo de todos os Açorianos que ajudaram a construir os Açores atuais, desde trabalhadores, empresários e agricultores até profissionais de saúde, professores, emigrantes e voluntários.
“Os Açores de hoje são mais desenvolvidos, mais qualificados e mais preparados do que os Açores de há cinquenta anos”, afirmou, defendendo, contudo, que persistem desafios estruturais que exigem respostas concretas e capacidade de decisão.
Entre as principais preocupações apontadas pelo Vice-Presidente do GPPS/Açores esteve a situação das finanças públicas regionais, que considerou preocupante, alertando para atrasos, dificuldades de liquidez, níveis elevados de dívida e investimentos estruturantes sucessivamente adiados.
Na área da saúde, Carlos Silva defendeu a necessidade de uma reforma profunda do Serviço Regional de Saúde, considerando que continuam por resolver problemas estruturais relacionados com o financiamento, a falta de profissionais e a resposta aos utentes.
O socialista alertou ainda para as consequências que continuam a sentir-se mais de dois anos após o incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo, apontando impactos nas listas de espera, na realização de cirurgias e na capacidade de resposta dos serviços.
Carlos Silva destacou igualmente os desafios associados à mobilidade e aos transportes, defendendo a necessidade de atrair mais companhias aéreas para operar nos Açores ao longo de todo o ano, bem como avançar para um modelo de transporte marítimo mais eficiente e ajustado à realidade arquipelágica.
“A Autonomia exige visão estratégica e coragem para responder aos problemas reais das pessoas”, concluiu o socialista, reforçando o compromisso do PS/Açores com uma Região “mais moderna, mais justa, mais coesa e mais preparada para o futuro”.
Ponta Delgada, 25 de maio de 2026