O PS/Açores quer garantir que a implementação do Sistema de Depósito e Reembolso de embalagens de bebidas de utilização única, denominado “Volta”, chega de forma equitativa a todas as ilhas dos Açores, defendendo que a sua aplicação na Região deve ter em conta a realidade arquipelágica e assegurar igualdade de acesso para todos os cidadãos.
A posição foi assumida pela deputada Joana Pombo Tavares, no âmbito de um requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional, através do qual os socialistas pretendem obter esclarecimentos sobre o processo de implementação do sistema na Região, nomeadamente quanto aos prazos previstos, à cobertura territorial e às condições de funcionamento.
Segundo a parlamentar, a informação atualmente disponibilizada pelas plataformas associadas ao sistema evidencia que os pontos de recolha automática não se encontram distribuídos por todas as ilhas, existindo ainda incoerências entre os diferentes canais de informação, o que pode dificultar o acesso dos cidadãos e levantar dúvidas quanto à equidade na sua aplicação.
Joana Pombo Tavares recorda que a Região já desenvolveu um projeto-piloto nesta área, entre 2022 e 2025, que permitiu testar o modelo de depósito e reembolso e promover melhores hábitos de separação de resíduos, sendo importante garantir que o conhecimento adquirido e os equipamentos existentes são devidamente valorizados no novo sistema.
Nesse sentido, os socialistas questionam o Governo Regional sobre a integração das 25 máquinas de logística reversa existentes nos Açores, bem como sobre o modelo de manutenção e resolução de eventuais avarias, considerando essencial assegurar um funcionamento fiável e adaptado à realidade de cada ilha.
Para a socialista, importa ainda garantir que a implementação do sistema “Volta” na Região ocorre dentro dos prazos previstos e é acompanhada por campanhas de informação e sensibilização que promovam a adesão dos cidadãos, contribuindo para o reforço da economia circular e para a melhoria das taxas de reciclagem.
“A transição para este modelo deve ser conduzida com rigor e planeamento, assegurando que nenhuma ilha fica para trás e que todos os Açorianos possam beneficiar, em condições de igualdade, de um sistema que é determinante para a sustentabilidade ambiental da Região”, concluiu Joana Pombo Tavares.
Vila do Porto, 26 de abril de 2026