PS/Açores exige intervenção urgente no Parque Habitacional do Aeroporto de Santa Maria para proteger saúde pública

PS Açores - Há 2 horas

Os deputados do Grupo Parlamentar do PS/Açores eleitos pela ilha de Santa Maria questionaram o Governo Regional sobre o estado de abandono do Parque Habitacional do Aeroporto, naquela ilha, alertando para os sérios riscos para a saúde pública e para a segurança dos residentes.

Apesar de existirem mais de uma centena de moradias regularizadas, algumas em regime de arrendamento com receita para a Região, muitas encontram-se sem qualquer manutenção há vários anos, num cenário que os socialistas consideram inaceitável para quem ali vive.

A deputada Joana Pombo Tavares denuncia ainda que o Governo de coligação deixou cair um investimento de cerca de sete milhões de euros, previsto no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a requalificação deste parque habitacional, não estando atualmente prevista qualquer verba para a sua recuperação.

“A situação é agravada pela proliferação de pragas, pela ocupação não autorizada de algumas moradias devolutas e pela degradação acentuada dos espaços verdes e dos arruamentos, cuja manutenção é da responsabilidade do Governo Regional”, acrescentou.

No requerimento apresentado, os deputados do PS/Açores eleitos por Santa Maria solicitam esclarecimentos sobre o número de casas arrendadas e os respetivos valores de renda, bem como sobre os planos de manutenção e de controlo de pragas, indicando o que foi feito em 2025 e o que está previsto para 2026.

O PS questiona igualmente o Governo Regional sobre a remoção das estruturas de chapa, bem como das casas denominadas “Quonset hut” e sobre a requalificação dos arruamentos dos bairros do Parque Habitacional do Aeroporto, exigindo um calendário concreto de intervenções.

Para Joana Pombo Tavares, “é urgente pôr fim a uma situação de abandono que afeta diretamente a qualidade de vida dos marienses, defendendo que a habitação digna, a segurança e a saúde pública devem ser prioridades efetivas da ação governativa”.

 

Vila do Porto, 29 de janeiro de 2026