Os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista eleitos pela ilha do Pico denunciaram, esta segunda-feira, que a ausência de condições de segurança no porto de pesca das Lajes do Pico “continua a ser um problema grave e prolongado, que afeta diariamente as condições de trabalho dos utilizadores daquela infraestrutura”, acrescentando que “apesar das diversas denúncias e alertas ao longo dos últimos anos, a situação permanece sem solução.
Numa visita àquele porto, o deputado Mário Tomé, avançou que o Governo dos Açores, numa resposta a um requerimento do PS, a 22 de novembro de 2024, anunciou a elaboração de um projeto destinado à instalação de novas luminárias, atribuindo-lhe um orçamento com um preço base de 43 mil euros mais IVA, para adjudicação da respetiva obra. “Os trabalhos a realizar consistiam na instalação de um novo quadro elétrico com todos os componentes, de colunas para tomadas de energia elétrica e de água potável, cabos elétricos e seis projetores com pintura para ambientes marítimos”, adiantou.
“Este compromisso criou a expectativa de que, finalmente, seria possível resolver um problema que se arrasta há demasiado tempo”, adiantou o socialista. No entanto, “passado todo este período, procederam à relocalização dos respetivos postes e foram colocados alguns holofotes que melhoraram a visibilidade na respetiva área portuária”.
Contudo, continuou, “o porto de pesca continua com problemas elétricos graves, situação que coloca em causa a segurança dos pescadores, e restantes utilizadores. A falta de equipamentos elétricos adequados compromete não só a operacionalidade do porto, sobretudo em horários noturnos, mas também a segurança física de quem utiliza a infraestrutura para atividades essenciais à economia local”.
“A persistência deste impasse traduz uma incapacidade evidente de execução por parte do Governo Regional, cujas promessas e anúncios não se materializaram em ações concretas. A não resolução de um problema relativamente simples, com projeto definido e verba anunciada, revela falhas de planeamento, acompanhamento e resposta às necessidades reais das comunidades que dependem diariamente deste porto”, acrescentou Mário Tomé.
“Enquanto a situação não for resolvida, os utilizadores do Porto de Pesca das Lajes do Pico continuarão expostos a riscos evitáveis e a um cenário que, há muito, deveria ter sido ultrapassado”, concluiu o deputado.
Lajes do Pico, 27 de janeiro de 2026