O Grupo Parlamentar do PS/Açores defendeu, esta semana, a necessidade de decisões transparentes, planeadas e que salvaguardem o interesse público e as realidades desportivas existentes, no âmbito da apreciação de uma Petição “Pela manutenção da gestão pública do Complexo Desportivo do Lajedo e pela sua dedicação exclusiva ao Desporto Escolar e à formação de jovens atletas”.
Durante o no debate, o deputado Russell Sousa sublinhou que o Partido Socialista está a exigir que o Governo Regional trate este processo com responsabilidade, diálogo e visão estratégica, evitando decisões precipitadas com impacto negativo no desporto de formação.
O parlamentar alertou para a forma como todo o processo foi conduzido, apontando falhas de articulação, falta de antecipação e ausência de esclarecimentos públicos, numa matéria sensível num concelho que enfrenta uma carência objetiva de infraestruturas desportivas para responder à elevada procura de clubes, jovens atletas e escalões de formação.
Russell Sousa destacou ainda a importância do Torneio Internacional de Futebol Azores U11 – União Micaelense, uma referência internacional construída ao longo de 20 anos, que envolve 32 equipas de vários continentes e que, só na última edição, trouxe cerca de 7.500 pessoas aos Açores, com impacto direto na economia local, na hotelaria, na restauração e no comércio.
O PS/Açores considera incompreensível que um evento com esta dimensão e relevância esteja envolto em incerteza quanto ao seu futuro, sem respostas claras do Governo Regional, ao mesmo tempo que vê reduzidos os apoios e se colocam em causa as condições logísticas que sempre contribuíram para o seu sucesso.
“O problema nunca foi o clube que utiliza o Complexo do Lajedo. O problema foi, desde o início, a forma como o Governo conduziu todo este processo, com decisões contraditórias e um grau de secretismo difícil de compreender”, afirmou o deputado socialista.
Para o PS/Açores, a petição agora debatida traduz uma preocupação legítima da sociedade civil e exige do Governo Regional uma solução equilibrada que respeite a gestão pública do complexo, valorize o desporto escolar e a formação de jovens atletas e proteja projetos desportivos que honram os Açores dentro e fora da Região.
“O que se exige é simples: decisões com diálogo, planeamento e respeito por quem, há décadas, constrói projetos que servem os jovens, o desporto e a economia açoriana”, concluiu Russell Sousa.
Horta 17 de janeiro de 2026