Atrasos superiores a dois anos nos rastreios ao cancro da mama colocam em causa a saúde das Açorianas, alerta PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O PS/Açores manifestou hoje profunda preocupação com os atrasos no rastreio do cancro da mama nos Açores, que já ultrapassam os dois anos e meio, considerando esta situação um problema grave que compromete a saúde das Açorianas.

Para Cristina Calisto, deputada do PS, “a realização regular destes rastreios assume particular importância na proteção da saúde das mulheres, devendo ser assegurada dentro da periodicidade estabelecida e em condições que garantam uma resposta atempada e equitativa em toda a Região.”

De acordo com uma notícia avançada recentemente pelo jornal Açoriano Oriental, os Açores registam atrasos significativos na realização dos rastreios ao cancro da mama, situação que, de acordo com o Presidente do Centro de Oncologia dos Açores, se verifica sobretudo na ilha de São Miguel e que se prolonga há cerca de dois anos e meio.

Segundo a notícia, o Presidente do Centro de Oncologia dos Açores atribui esta situação essencialmente a dificuldades ao nível de recursos humanos, referindo que, dos três técnicos em permanência em São Miguel destinados a assegurar o rastreio, chegaram a estar quase sempre os dois ausentes, devido a licenças de parentalidade e baixas médicas, e que apesar da abertura de concursos com vista à contratação de novos profissionais, as vagas ficaram desertas, tendo apenas no concurso mais recente sido possível contratar uma nova técnica.

A parlamentar recordou que esta é uma situação que já se prolonga desde 2025 e que em resposta a um requerimento o Governo reconheceu, naquela altura, a existência de atrasos e referiu que iria tomar medidas para colmatar essas falhas.

Perante estes factos, Cristina Calisto sublinhou que “a existência de constrangimentos durante um período de cerca de dois anos e meio num programa de rastreio oncológico exige uma avaliação rigorosa da dimensão do atraso acumulado, do número de mulheres afetadas e das consequências que daí podem resultar para o cumprimento da periodicidade definida para o rastreio e o impacto que poderá ter na saúde das Açorianas.”

Neste sentido, o Grupo Parlamentar do PS/Açores deu entrada de um requerimento na Assembleia Legislativa a questionar que medidas foram tomadas pelo Governo Regional e pelo Centro de Oncologia dos Açores ao longo deste período para prevenir o agravamento desta situação, bem como perceber de que forma está assegurada a recuperação do atraso existente e em que prazo.

Cristina Calisto finalizou, considerando que “o rastreio do cancro da mama constitui um instrumento fundamental de prevenção e diagnóstico precoce, permitindo identificar alterações numa fase inicial da doença e aumentando, consequentemente, as possibilidades de serem realizados tratamentos atempadamente e eficazes, salvando vidas.”