PS/Açores defende novas respostas para os próximos 50 anos da Autonomia e mantém disponibilidade para entendimentos

PS Açores - Há 4 horas

O Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, defendeu, esta sexta-feira, a necessidade de construir novas respostas para os desafios dos próximos 50 anos da Autonomia, reafirmando a disponibilidade do Partido Socialista para contribuir para compromissos e entendimentos alargados em matérias cruciais para o futuro da Região.

Na intervenção proferida na Horta, durante a Sessão Solene Evocativa dos 50 Anos da Autonomia dos Açores, Berto Messias recordou que a própria consagração da Autonomia na Constituição de 1976 resultou da capacidade de diferentes forças políticas encontrarem pontos de convergência, considerando que esse espírito deve continuar a marcar a vida democrática regional.

“São consabidas as profundas divergências que temos sobre a atual governação da Região, divergências essas que serão amplamente discutidas e abordadas no ano parlamentar que agora recomeça. Mas isso não invalida a disponibilidade total do Partido Socialista para a construção de compromissos e entendimentos alargados em matérias cruciais para o futuro dos Açores”, afirmou.

O líder parlamentar socialista apontou a Educação, o setor social e cooperativo, os transportes aéreos e marítimos, a sustentabilidade das finanças públicas, as políticas públicas de apoio ao setor primário e à economia privada, o Serviço Regional de Saúde e a demografia como áreas que exigem entendimentos alargados.

“Na política, quem acha que sabe tudo sozinho está condenado ao fracasso, porque a humildade democrática não se proclama, exerce-se”, salientou Berto Messias, defendendo a necessidade de mobilizar diferentes forças políticas e instituições em torno dos principais desafios da Região.

Assinalando que “mais importante que os últimos 50 anos são os próximos 50”, o Presidente do Grupo Parlamentar defendeu a mobilização dos Açores para a construção de um novo futuro e apresentou a proposta do PS/Açores para uma “Nova Autonomia”, assente em dois princípios fundamentais: a Autonomia do Conhecimento e a Autonomia da Boa Governança.

No primeiro caso, Berto Messias defendeu um projeto de interesse comum entre a Região e o Estado destinado a mobilizar recursos financeiros, conhecimento e compromisso político para uma estratégia de investimento no capital humano açoriano, envolvendo Governos, Municípios, escolas, universidades, empresas, entidades externas da diáspora, instituições e forças vivas da Região.

O objetivo, explicou, passa por desenvolver um projeto geracional que acompanhe os açorianos desde o início do percurso escolar e ao longo da vida ativa, permitindo aproximar a Região dos melhores índices europeus de qualificação e formação e criar mecanismos capazes de fixar e fazer regressar conhecimento e riqueza aos Açores.

Já a “Autonomia da Boa Governança” deve traduzir-se, segundo Berto Messias, numa Região que governa bem, que sabe o que quer e o que fazer com os seus recursos e que garante a sustentabilidade económica, financeira e social das políticas públicas.

O socialista defendeu ainda uma Autonomia firme, com instituições fortes e capaz de se fazer respeitar na relação com a República, apontando como exemplo o processo relativo aos reembolsos das passagens aéreas dos açorianos para o continente, cuja situação considerou prejudicial para os cidadãos e para a credibilidade das instituições públicas.

Na sessão evocativa dos 50 anos da Autonomia, Berto Messias destacou o papel do povo açoriano na construção do percurso autonómico e homenageou todos os que, ao longo das últimas cinco décadas, contribuíram para a afirmação política da Região.

“Os méritos do que conseguimos nestes últimos 50 anos são do povo açoriano”, afirmou, recordando também o contributo dos deputados que passaram pela Assembleia Legislativa, dos membros da antiga Junta Regional dos Açores e daqueles que desempenharam as mais altas responsabilidades políticas da Região.

Para Berto Messias, o desafio passa agora por honrar esse percurso e reforçar uma Autonomia que não se limite às leis ou aos debates institucionais, mas que esteja, todos os dias, ao serviço dos cidadãos.

“Honrando o nosso passado, conhecendo bem o nosso presente para melhor prepararmos o nosso futuro. É esse o compromisso do Partido Socialista”, concluiu.

 

Horta, 04 de setembro de 2026