A confirmar-se a informação que tem vindo a ser veiculada sobre aumentos nos valores a aplicar ao transporte coletivo de passageiros a partir do mês de setembro, o PS de São Miguel manifesta a sua profunda preocupação e condena a atitude do presidente do Governo Regional, que, até ao momento, mantém um preocupante silêncio sobre esta matéria.
Para o PS de São Miguel estamos perante uma questão que não pode ser tratada com silêncio ou indiferença, sobretudo quando estão em causa milhares de micaelenses que dependem diariamente do transporte coletivo para se deslocarem para o trabalho, para acederem aos serviços de saúde, para frequentarem estabelecimentos de ensino ou simplesmente para tratarem de assuntos essenciais do seu quotidiano.
Num território insular onde existem famílias com dificuldades crescentes para fazer face ao aumento do custo de vida, qualquer aumento no preço dos transportes representa um encargo adicional que terá impacto direto nos orçamentos familiares.
O Governo Regional não pode ignorar esta realidade nem permanecer em silêncio perante uma decisão que, a confirmar-se, penalizará sobretudo quem mais depende do transporte público.
Esta falta de transparência é ainda mais incompreensível quando o próprio Governo Regional tem a responsabilidade de garantir políticas de mobilidade que promovam a coesão territorial e social e assegurem o acesso das populações aos serviços essenciais.
A confirmar-se este aumento, estaremos perante mais um sinal de afastamento e de abandono do Governo Regional face às necessidades concretas dos micaelenses.
O Secretariado de Ilha de São Miguel do PS exige, por isso, que o Governo Regional esclareça, com urgência, se estão efetivamente previstos aumentos nas tarifas dos transportes coletivos de passageiros a partir de setembro, quais os valores em causa e quais as razões que sustentam essa eventual decisão.
O PS/São Miguel continuará atento a esta matéria e defenderá que qualquer decisão sobre os transportes públicos tenha como prioridade as pessoas e as suas necessidades, e não o agravamento dos encargos para quem já enfrenta diariamente o aumento do custo de vida.