Francisco César acusa Ministro da Agricultura de prometer apoios aos agricultores açorianos e não cumprir

PS Açores - Há 6 horas

O Presidente do PS/Açores, Francisco César, acusou esta terça-feira o Ministro da Agricultura de faltar à palavra dada aos agricultores açorianos, lembrando que continuam por pagar quer os 23 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado, quer os 3 milhões de euros de apoio extraordinário aos custos dos combustíveis e fertilizantes, anunciados mais recentemente pelo Governo da República.

No final de uma reunião com a Associação Agrícola da Ilha Terceira, Francisco César respondeu às críticas do ministro, rejeitando as acusações de “politiquice” e afirmando que “a voz do Partido Socialista é, neste caso, a voz dos lavradores açorianos”.

“O Ministro tem de se habituar. Quando eu falo, estou a representar os agricultores açorianos. O Partido Socialista fez a sua parte, colocou os 23 milhões de euros no Orçamento do Estado e o Governo continua sem cumprir aquilo que prometeu”, afirmou.

O líder socialista recordou que, durante a campanha eleitoral, Luís Montenegro e o atual Ministro da Agricultura garantiram que os apoios extraordinários, no âmbito da Guerra da Ucrânia, aos agricultores açorianos seriam pagos.

“Prometeram aos agricultores que iam pagar. O dinheiro ficou inscrito no Orçamento do Estado, mas continua por chegar aos produtores. Entretanto anunciaram mais 3 milhões de euros de apoio extraordinário e também esses continuam sem ser pagos. O problema já não é falta de promessas. É falta de cumprimento.”

Francisco César criticou ainda a atitude do ministro perante as reivindicações dos agricultores, afirmando que existem “dois tipos de centralistas”.

“Há o centralista que assume que é centralista e há o centralista oportunista. Não gosto de nenhum dos dois, mas ao menos o primeiro é coerente. Este ministro é um centralista oportunista: vem aos Açores prometer apoios, mas depois, quando chega a Lisboa, esquece-se dos agricultores açorianos.”

O Presidente do PS/Açores defendeu que os apoios devem ser pagos diretamente através do IFAP, recusando que as verbas sejam canalizadas para o Orçamento da Região.

“Os agricultores precisam que o dinheiro lhes chegue rapidamente. A forma mais segura é através do IFAP. Todos sabemos que, entrando no Orçamento Regional, essas verbas correm o risco de serem desviadas para responder às dificuldades financeiras do Governo Regional.”

Francisco César dirigiu igualmente críticas ao Presidente do Governo Regional, considerando que tem falhado na defesa dos interesses dos agricultores açorianos junto da República.

“Enquanto o ministro procurava atacar o Partido Socialista para esconder o incumprimento das suas promessas, o Presidente do Governo Regional mantinha-se em silêncio. Infelizmente, mostra-se incapaz de levantar a voz perante Lisboa para defender aquilo a que os agricultores açorianos têm direito.”

À margem da reunião, Francisco César voltou ainda a manifestar preocupação com a situação da lavoura leiteira na Ilha Terceira, defendendo uma estratégia que permita aumentar o valor acrescentado da produção açoriana e melhorar o rendimento dos produtores.