Francisco César acusa Governo de falhar aos Açores e exige igualdade e respeito

PS Açores - Há 4 horas

O Presidente do PS/Açores e deputado à Assembleia da República, Francisco César, acusou esta quinta-feira o Governo da República de revelar “falta de empatia, liderança e competência” na resposta aos problemas dos Açores, deixando agricultores e famílias a suportar as consequências das suas falhas.

Numa pergunta dirigida ao Primeiro-Ministro, durante o Debate sobre o Estado da Nação, Francisco César afirmou que, em relação aos Açores, o Governo tem escolhido “a complacência em vez da coragem, a propaganda em vez da liderança e a tecnocracia em vez da empatia”.

“Falta-lhe empatia para compreender, liderança para decidir e competência no seu Governo para executar. E, quando o seu Governo falha, são sempre as pessoas que pagam”, declarou.

O deputado socialista lembrou que, nos Açores e na Madeira, “custa mais produzir e custa mais viajar”, sublinhando que, com o atual Governo da República, “até exercer os mesmos direitos custa mais”.

Francisco César confrontou Luís Montenegro com os atrasos nos apoios à agricultura açoriana. A 8 de junho, o Ministro da Agricultura garantiu que os agricultores dos Açores seriam incluídos nos apoios extraordinários ao gasóleo e aos fertilizantes, em igualdade com os agricultores do continente. “Mais de seis semanas depois, nada mudou”, criticou.

O Presidente do PS/Açores recordou igualmente que o artigo 143.º do Orçamento do Estado atribui aos Açores uma dotação extraordinária para a agricultura, mas que, passados seis meses, “não há protocolo, não há montantes e não há transferências”.

Também no Mecanismo de Continuidade Territorial, Francisco César denunciou a incapacidade do Governo para garantir a aplicação da lei. “A lei está em vigor há 40 dias, mas, nos bilhetes acima do antigo teto, os CTT mandam os açorianos esperar, quando a própria lei obriga o Governo a criar alternativas”, alertou.

Para o deputado socialista, estas falhas têm consequências concretas na vida das pessoas: “Os agricultores continuam a suportar custos e as famílias continuam a adiantar centenas de euros para poderem viajar”.

“Os açorianos ouvem o Governo falar de coesão, mas são esquecidos na hora de decidir. Não pedimos favores. Pedimos respeito, pedimos igualdade e pedimos um Governo capaz de governar para todo o país e não apenas para alguns”, concluiu Francisco César.