Reposição do serviço noturno de emergência pré-hospitalar no Topo é fundamental para a segurança dos jorgenses, considera PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O PS/Açores realçou hoje, na Horta, a necessidade de se repor o serviço noturno de emergência pré-hospitalar no Topo, na ilha de São Jorge, um serviço que foi assegurado nos últimos 30 anos pelos Bombeiros da Calheta e que é fundamental para a segurança de todos os jorgenses e de quem visita a ilha.

Isabel Teixeira destacou que “estamos a falar de duas freguesias periféricas na ilha de São Jorge, com condicionantes geográficas próprias e acessibilidades nem sempre fáceis, sendo precisamente nestes territórios que os serviços públicos assumem maior relevância”.

A deputada socialista eleita por São Jorge considerou também que “a ilha enfrenta constrangimentos, desde logo por não dispor de hospital, depende frequentemente de evacuações e respostas rápidas, pelo que qualquer redução dos meios de socorro é sentida pelas populações”.

“Quando uma ambulância é obrigada a percorrer dezenas de quilómetros desde a Calheta para responder a uma emergência naquela zona da ilha, podem surgir constrangimentos na resposta a outras ocorrências, pelo que esta é uma questão que interessa a toda a população de São Jorge, onde todos reconhecem a importância da existência deste serviço”, referiu a parlamentar.

“O Partido Socialista não procura responsáveis, procura sim soluções e é por isso que entende que todas as entidades devem assumir as suas responsabilidades”, afirmou.

Para o Partido Socialista deve, assim, ser promovido um esforço de concertação entre a Associação de Bombeiros, o Município da Calheta, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e o Governo Regional, com o objetivo de identificar soluções concretas e sustentáveis que reforcem a capacidade de resposta do socorro.

“Quando falamos em emergência pré-hospitalar, falamos do primeiro elo da cadeia de socorro, falamos de minutos que podem ser decisivos, falamos da diferença entre a vida e a morte numa comunidade que tem o direito a sentir-se segura e onde a distância geográfica não se pode transformar numa desvantagem”, concluiu a deputada Isabel Teixeira.

 

Horta, 09 de julho de 2026