Governo alheado da realidade, não consegue dar respostas aos empresários do turismo em dificuldade, afirma PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O PS/Açores deu hoje voz às preocupações manifestadas por cerca de 200 empresários do setor turístico dos Açores, alertando para os sinais de abrandamento na atividade e evidenciando a falta de resposta do Governo Regional perante os desafios que se estão a agravar na Região.

Na abertura do debate de urgência sobre “Políticas Públicas de incentivo ao Turismo”, na Assembleia Legislativa, a deputada Marlene Damião sublinhou que os dados mais recentes confirmam uma inversão da tendência de crescimento, com quebras no número de passageiros, nas dormidas e nos hóspedes, bem como impactos económicos já mensuráveis.

A parlamentar destacou que estas preocupações não são isoladas, lembrando que mais de duas centenas de empresários, associações e Câmaras do Comércio sentiram necessidade de vir a público manifestar o seu descontentamento, num sinal claro de que o setor não está a ser ouvido nem acompanhado como deveria.

Para o PS/Açores, a redução da oferta aérea, agravada pela saída da Ryanair, a diminuição da competitividade do destino e a falta de execução em áreas essenciais como a promoção turística, onde ficaram por investir mais de 20 milhões de euros desde 2021, ajudam a explicar o momento que o setor atravessa.

“São menos 400 mil lugares. Hoje temos menos oferta, preços mais elevados com impacto direto na procura”, frisou.

Marlene Damião apontou ainda a “distância entre a realidade vivida no terreno e o discurso do Governo”, criticando a ausência de uma leitura rigorosa da situação e a incapacidade de dar respostas atempadas. “Quando o setor fala desta forma, o mínimo que se exige é ouvir e agir”, afirmou.

Ao contrário do Governo, o PS/Açores apresentou soluções concretas, nomeadamente a proposta para a criação de um Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas, visando reforçar a conectividade, atrair novas companhias e garantir maior estabilidade ao longo de todo o ano.

Os socialistas consideram que este é um momento que exige ação e liderança, sublinhando que continuar a ignorar os sinais e o descontentamento do setor apenas agravará as dificuldades de um dos principais pilares da economia açoriana.

Para os socialistas, “os sinais existem e as preocupações são reais”, pelo que defendem uma mudança de rumo assente em diálogo com o setor, capacidade de adaptação e ação concreta, de forma a salvaguardar um dos principais pilares da economia açoriana.

 

Horta, 16 de abril de 2026