Aumento brutal das taxas de handling da SATA penaliza setor exportador da Região, alerta PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Carlos Silva, alertou hoje, em Ponta Delgada, para o impacto do aumento “brutal” das taxas de handling sobre as cargas na atividade económica regional, sublinhando que esta situação está a penalizar empresas, trabalhadores e o setor exportador dos Açores.

O socialista referiu que o Grupo Parlamentar reuniu com empresários, transitários, empresas de comercialização de pescado e outros operadores económicos que se dedicam à exportação e que “estão a sofrer na pele” com os aumentos de taxas que, em alguns casos, rondam os 400%.

Entre as várias preocupações apresentadas pelos empresários, destaca-se a criação de novas taxas sobre a carga, de natureza cumulativa e com valores mínimos considerados desproporcionais e sem justificação clara. A isto acresce a redução do horário para entrega de cargas e a imposição de novas restrições no acesso ao terminal, medidas que estão a dificultar a operação das empresas e a agravar os custos de atividade.

“É preocupante que o Governo Regional não responda sequer às preocupações dos empresários. Passaram mais de cinco meses e continuam sem qualquer resposta e sem soluções para aumentos desta dimensão”, afirmou.

Para Carlos Silva, este agravamento de custos está a afetar um setor estratégico da economia açoriana, que já enfrenta dificuldades acrescidas, alertando que a ausência de ação por parte do executivo regional agrava ainda mais o problema.

“Estamos a falar de um setor que tem vindo a ser duplamente penalizado, quer pela inércia do Governo, quer pelos aumentos de taxas completamente desajustados, que colocam em causa postos de trabalho e a capacidade exportadora da Região”, frisou.

O deputado defendeu, por isso, uma intervenção urgente do Governo Regional, quer na resposta às reivindicações dos empresários, quer na articulação com a SATA, no sentido de mitigar o impacto destes aumentos.

“Se não houver soluções, quem vai sofrer são as empresas, os trabalhadores e todo um setor exportador fundamental para a economia dos Açores”, concluiu Carlos Silva.

 

Ponta Delgada, 08 de abril de 2026