O Grupo Parlamentar do PS/Açores questionou, hoje, o Governo Regional sobre os persistentes problemas no escoamento de gado vivo da ilha das Flores, alertando para os prejuízos significativos que esta situação está a causar aos produtores locais.
Os deputados José Gabriel Eduardo e Dora Valadão, eleitos pelo círculo eleitoral das Flores, sublinharam que a exportação de gado vivo continua a ser uma das principais e, em muitos casos, a única fonte de rendimento de diversas explorações agrícolas da ilha, sendo por isso essencial assegurar o seu regular escoamento.
“Têm-se verificado atrasos sistemáticos na operação marítima, em particular do navio “Margareth”, comprometendo a ligação com os navios que asseguram o transporte entre Ponta Delgada e o Continente. Esta falta de articulação tem resultado na retenção de animais na ilha durante largos períodos, havendo situações em que o gado aguarda transporte há cerca de mês e meio”, frisaram.
Para os deputados socialistas, esta realidade traduz-se numa sobrecarga nas explorações agrícolas, com custos acrescidos de alimentação e manutenção dos animais, bem como numa desvalorização do preço pago pelos mesmos, afetando diretamente o rendimento dos produtores.
“Não é aceitável que, perante uma situação que se arrasta no tempo, o Governo Regional continue sem apresentar soluções eficazes. Estamos a falar de prejuízos concretos para agricultores que dependem desta atividade para garantir o seu sustento”, apontaram.
O PS/Açores recorda ainda que o Governo já garantiu, em ocasiões anteriores, que seriam realizadas “as viagens necessárias para regularizar a situação no mais curto
espaço de tempo”, compromisso que, segundo os deputados, não está a ser cumprido.
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do PS exige esclarecimentos sobre o número de animais atualmente retidos na ilha, as razões para a ausência de soluções atempadas e as medidas concretas que o Executivo pretende adotar para resolver o problema.
Os deputados questionam também se o Governo Regional pondera criar um apoio extraordinário para compensar os produtores e exportadores pelos prejuízos causados, defendendo que é urgente dar uma resposta que minimize os impactos económicos desta situação.
“O Governo não pode continuar a ignorar um problema que afeta diretamente a economia de uma ilha. É preciso agir com rapidez, responsabilidade e respeito pelos agricultores das Flores”, concluem José Gabriel Eduardo e Dora Valadão.