Bombeiros das Lajes do Pico continuam sem resposta do Governo para requalificação do edifício multiusos, denuncia PS/Açores

PS Açores - Há 2 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores alertou para a ausência de resposta do Governo Regional relativamente à candidatura apresentada pela Associação de Bombeiros Voluntários das Lajes do Pico para apoio à beneficiação do seu edifício multiusos, uma obra essencial para a segurança e apoio à população local.

Segundo o deputado Mário Tomé, “estamos a falar de um investimento estruturante para uma instituição que presta serviços essenciais à comunidade, desde ações de proteção civil a iniciativas de saúde e formação, e que avançou com a obra necessária para garantir melhores condições de resposta”.

O parlamentar socialista recorda que a candidatura ao apoio foi apresentada em março de 2023 e renovada em 2024, tendo o Governo Regional indicado, por escrito, que o processo seria retomado para análise e eventual aprovação durante o ano de 2025. Contudo, “apesar de estarmos já em março de 2026, com as obras concluídas e o edifício plenamente operacional, não existe qualquer informação sobre o estado da candidatura nem sobre o cumprimento do apoio financeiro previamente assumido”, frisou.

Para Mário Tomé, esta situação “gera incerteza e coloca pressão acrescida sobre a sustentabilidade financeira da associação, que assumiu responsabilidades com base num compromisso governamental ainda por concretizar e que assegura funções essenciais junto da população”, acrescentando que “não é aceitável que entidades desta natureza fiquem sem qualquer resposta por parte do Governo durante tanto tempo”.

Perante este cenário, o PS/Açores questionou o Governo Regional sobre o ponto de situação da candidatura, os motivos para a ausência de informação e se está em condições de resolver esta situação ainda no decorrer do presente ano.

“O mínimo que se exige é transparência, respeito pelos compromissos assumidos e uma resposta célere a quem está na linha da frente do apoio às nossas populações”, concluiu Mário Tomé.