Franqueira Rodrigues reúne com Bombeiros de Ponta Delgada sobre Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia

André Rodrigues - Há 1 hora

O eurodeputado socialista André Franqueira Rodrigues reuniu hoje com o Presidente da Associação Humanitária e dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPDL), João Medeiros, no âmbito do trabalho de auscultação e preparação da posição dos Socialistas Europeus sobre o reforço do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e preparação e resposta a emergências sanitárias.

Este dossier legislativo, que André Franqueira Rodrigues acompanha enquanto negociador no seio da Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, resulta de uma proposta de regulamento apresentada pela Comissão Europeia em julho do ano passado com o objetivo de reforçar, num quadro jurídico único, a capacidade da União Europeia responder a emergências, quer de natureza climática – cada vez mais frequentes – quer de natureza sanitária, como a vivida durante a pandemia de 2019-2020.

Durante o encontro, o eurodeputado manifestou o seu reconhecimento pelo papel das Associações Humanitárias e dos Bombeiros enquanto “agentes de primeira linha da proteção civil”, sublinhando que, “tanto em situações extremas como a pandemia, como no quotidiano, são um pilar essencial da nossa segurança coletiva”.

O relatório em preparação surge num contexto de agravamento do panorama de riscos na Europa, marcado pelas alterações climáticas, pandemias, ameaças híbridas e instabilidade geopolítica, incluindo a guerra na Ucrânia, respondendo à necessidade de uma abordagem mais coordenada, abrangente e eficaz à escala da União.

Entre os pontos em análise, o eurodeputado destacou ainda que o regulamento prevê um incremento do financiamento comum europeu, na ordem dos 11 mil milhões de euros, área que merecerá “particular atenção”, a par do reforço da articulação entre Estados-Membros e da avaliação conjunta de riscos.

André Franqueira Rodrigues lamentou, neste contexto, a dificuldade expressa pelo Presidente da AHBVPDL no acesso a fundos comunitários em particular para o apetrechamento e melhoria dos equipamentos ao dispor dos bombeiros para fazer face ao trabalho do dia a dia e às necessidades permanentes das associações no terreno.

Saio bastante preocupado com o conjunto das dificuldades de acesso a fundos comunitários por parte desta Associação, nomeadamente no quadro do programa LEADER, e das associações de desenvolvimento local e regional, assim como municipal. O contexto, atual e futuro, obriga a que estas associações estejam cada vez melhor apetrechadas e a verdade é que quando a tragédia aperta é com eles que contamos e eles precisam de contar connosco”.