PS/Açores questiona Governo sobre atraso na nomeação do Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha de São Jorge

PS Açores - Há 9 horas

A deputada do PS/Açores, Isabel Teixeira, alertou hoje para a situação de indefinição na Unidade de Saúde da Ilha de São Jorge (USISJ), pela demora do Governo Regional na nomeação do respetivo Conselho de Administração, de forma a assegurar estabilidade, liderança e qualidade na prestação de cuidados de saúde à população.

De acordo com a socialista, a atual Conselho de Administração cessou funções em janeiro de 2025, encontrando-se desde então em regime de gestão corrente. “Apesar de o Governo ter anteriormente justificado a não nomeação com a pendência da nova orgânica da Unidade de Saúde, a verdade é que essa orgânica foi aprovada em novembro de 2025 e publicada em dezembro, sem que, até ao momento, tenha sido designado um novo órgão de gestão”, afirma.

Para Isabel Teixeira, “esta situação prolongada compromete a qualidade, segurança e eficiência dos cuidados de saúde prestados à população da ilha de São Jorge”, uma vez que a manutenção de um Conselho de Administração em gestão corrente “limita gravemente a capacidade de decisão estratégica, administrativa e clínica da Unidade de Saúde, comprometendo a nomeação de direções clínicas e de enfermagem, bem como a definição de políticas de gestão de recursos humanos e materiais”.

A parlamentar socialista considera inaceitável que, quase dois meses após a publicação da nova orgânica, o Governo continue sem agir, colocando em causa a organização interna dos serviços e, sobretudo, a qualidade, segurança e eficiência dos cuidados de saúde prestados aos jorgenses.

Nesse sentido, o Grupo Parlamentar do PS/Açores questionou o Governo Regional sobre as razões concretas para o atraso na nomeação, as diligências já realizadas, o prazo previsto para a designação do novo Conselho de Administração e as medidas adotadas para mitigar os constrangimentos resultantes da atual situação.

Para o PS/Açores, a saúde dos Açorianos não pode ficar refém da inércia governativa. A estabilidade na gestão das unidades de saúde é uma condição essencial para garantir respostas eficazes, proximidade e confiança no Serviço Regional de Saúde.

 

Velas, 11 de fevereiro de 2026