Vasco Cordeiro realça que o Governo Regional não está a combater os efeitos da inflação nem a ajudar famílias e empresas

PS Açores - 20 de julho

 O líder parlamentar do GPPS realçou, esta quarta-feira, que o Governo Regional “não está a combater os efeitos da inflação”, porque “dizer que a solução para a inflação de 2022 foi a baixa de impostos em 2021 não nos parece que seja correto, nem revelador de uma compreensão correta da dimensão do desafio que temos pela frente”.

Vasco Cordeiro falava na ilha Graciosa, no último dia das jornadas parlamentares do PS, que decorreram ao longo de três dias, naquela ilha.

          O líder dos socialistas Açorianos sublinhou que o Governo Regional “está a ver o assunto da forma errada”, realçando que “toda a gente percebe que aquilo que foi feito em 2021 não tem nada a ver com aquilo que se está a verificar este ano, fruto de circunstâncias que ocorreram apenas em 2022, como a guerra da Ucrânia”.

Vasco Cordeiro sublinhou que a baixa de impostos que foi feita no IRS “deixou de fora as famílias que têm os rendimentos mais baixos, porque estas já tinham os impostos mais baixos”.

“Para essas famílias, a redução do IRS no 1º e no 2º escalão foi zero; nos outros escalões já existia redução de IRS. O IVA baixou, já antes tinha uma taxa reduzida de 20% e essa redução passou a 30%, mas os consumidores finais, quem vai à prateleira do supermercado, apercebeu-se dessa baixa nas suas compras? Não”, explicitou o líder parlamentar do PS.

Vasco Cordeiro salientou que os Açores precisam de “medidas transversais”, que possam apoiar as famílias e ajudar as empresas a passar este momento mais complicado como, por exemplo, “baixar o imposto sobre combustíveis (ISP), que abrange famílias e empresas”.

O socialista lembrou que o Governo Regional recebeu, até maio, mais cerca de 23 milhões de euros em receitas de impostos do que recebeu em 2021.

Vasco Cordeiro elencou as medidas avançadas pelo PS, como a possibilidade de criar um complemento regional de 30 euros ao apoio criado pelo Governo da República destinado às famílias mais carenciadas, que já atribuiu 60 euros mensais às famílias mais necessitadas, que beneficiam da tarifa social de eletricidade.

O Presidente do PS/Açores alertou, novamente, para as dificuldades que estão a surgir na área da Habitação, através da “conjugação, em algumas ilhas, de um aumento da procura turística, do aumento das taxas de juro, do aumento das rendas, que pode complicar a vida às famílias”, defendendo o alargamento dos critérios relativos à renda apoiada.

Vasco Cordeiro voltou a acusar o Governo Regional de estar “distraído”, por não se estar a “aperceber da gravidade da situação que famílias e empresas estão a atravessar, fruto do aumento dos custos”.

“Essas medidas já deviam ter sido tomadas, o PS/Açores já vem alertando para isso desde novembro do ano passado, em março deste ano apresentámos soluções, através de uma resolução com pedido de urgência, que foi chumbada e que está neste momento a ser avaliada em comissão. Nós não vemos da parte do Governo uma liderança, uma capacidade de apresentar propostas, soluções”.

Vasco Cordeiro recordou que a Região já atravessou várias crises, realçando as respostas que os Governos anteriores, suportados pelo PS, avançaram para as empresas e as famílias, exemplificando com o caso da COVID-19.

“Independentemente de estarmos a avançar com propostas para um Governo que não é do PS, o importante é estarmos a avançar com propostas que ajudem as empresas e as famílias, o que gostávamos era que essas propostas fossem analisadas na sua substância e que o Governo as aplicasse para alívio das famílias e das empresas, especialmente aqueles que estão numa situação de maior fragilidade”, finalizou o Presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro.