“Este Governo fica para a história dos Açores como o paladino do centralismo e o carrasco da coesão”, lamenta Miguel Costa

PS Açores - 24 de novembro

“Este Governo Regional em matéria de transportes tem uma estratégia clara: Centralizar tudo e desrespeitar por completo a coesão regional”, condenou Miguel Costa, no debate em Plenário com o Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, sobre as propostas de Plano e Orçamento para 2022.
O deputado do PS/Açores avisou que não basta ao Governo vir destacar a medida da Tarifa Açores porque, como muitos açorianos já perceberam, o Governo “deu com uma mão, mas tirou com as duas. Aquela que poderia ser uma boa medida, como a Tarifa Açores, passa a péssima medida a partir do momento em que destrói tudo o que está à sua volta. Destrói tudo o que se construiu de coesão à volta dos transportes nos Açores”.
Para Miguel Costa não há dúvida de que “este Governo fica para a história dos Açores como o paladino do centralismo e o carrasco da coesão”.
“Depois da machadada dada no novo modelo de transporte marítimo de passageiros e viaturas, onde esse transporte passou a contemplar apenas metade das nossas ilhas, e quando pensávamos que já nada pior podia acontecer em matéria de transporte, vêm as Obrigações de Serviço Público de transporte aéreo”, adiantou.
“Por decisão política e tudo feito à socapa”, sublinhou o deputado do PS/Açores “desferiram mais um violento ataque à coesão regional quando a partir do dia 15 de novembro deixou de haver encaminhamentos gratuitos para não residentes”. 
Dirigindo-se diretamente ao Presidente do Governo e ao Secretário dos Transportes e Turismo, questionou: “É esta a visão que têm dos Açores. Os senhores acham que o Pico, a Graciosa, Santa Maria, as Flores, São Jorge, o Corvo e o Faial, não merecem receber os fluxos turísticos que chegam em grande número a São Miguel e à Terceira? Estas 7 ilhas deixaram de ter esse direito”.
“Os senhores conseguiram destruir o princípio fundamental do modelo de transporte aéreo para os Açores – o de um aeroporto único”, condenou. 
Miguel Costa insistiu nos pedidos de esclarecimento, obtendo apenas silencio da parte da bancada do Governo: “O que é o Senhor Presidente e o senhor Secretário têm a dizer aos empresários que apostaram tudo no setor do turismo?”.