Francisco César condena debate de ataque à SATA que ignora consequências da pandemia e serviço prestado aos Açorianos

PS Açores - 10 de setembro
O Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Francisco César, criticou os partidos da oposição que quiseram debater o setor dos transportes “ignorando todas as consequências da pandemia”, omitindo o serviço que a SATA prestou neste período, exigindo mais turismo e criando divisões entre ilhas: “Não há Açores fortes sem uma ilha Terceira forte. Não há Açores fortes sem todas as ilhas serem uma prioridade para o Partido Socialista”. “Praticamente todos os deputados que fizeram intervenções ignoraram a situação de pandemia que atravessamos, ignoraram aquele que foi, provavelmente, o maior acontecimento, com influência direta na vida das pessoas, na vida das empresas, desde as últimas duas guerras mundiais. Desde 1945 que nós não temos nenhum acontecimento que tenha tido tamanho impacto na vida das pessoas e das empresas”, afirmou. Francisco César lamentou que alguns partidos da oposição não tenham feito um debate sério, analisando “como é que os transportes que nós temos nos Açores se comportaram em momento de pandemia e, muito menos, como é que podemos perspetivar o futuro num cenário de pandemia que é totalmente indefinido (…) Ignoram que os cenários de hoje não podem ser feitos com os mesmos instrumentos e com a mesma informação que tínhamos há um ano. É um erro”. Para o líder da bancada socialista no Parlamento Açoriano, as críticas à SATA omitem “o papel que teve a nossa companhia aérea durante a pandemia”, omitem que foi a SATA “que manteve o abastecimento de mercadorias por via aérea”, que foi “esta empresa pública que conseguiu manter com o Continente voos regulares de transporte de carga, que permitiram também abastecer a nossa Região” e que “foi esta companhia aérea que foi à China quando foi necessário ir buscar material médico e de proteção”. Para Francisco César “é inacreditável” fingir que nada se passou e vir, apenas, dizer que “há quebras de fluxos turísticos”, que há “menos voos”, quando por exemplo, em Lisboa, o aeroporto tem “pistas com aviões no chão” e a Região Autónoma da Madeira “tem menos voos do que São Miguel”. O Presidente do GPPS sublinhou que “nos últimos seis meses as companhias aéreas na Europa tiveram prejuízos de 70 mil milhões de euros e ajudas de Estado de 30 mil milhões de euros”, aqui, disse: “Acham extraordinário que a SATA venha a ter apoios de Estado e, até com algum prazer disfarçado, vêm dizer que agora a União Europeia vem impor uma reestruturação – quando ninguém gosta de ter de solicitar a Bruxelas autorização”. Francisco César deixou garantias de que o PS vai continuar a trabalhar para melhorar a vida dos Açorianos: “Em matérias de transportes temos consciência do que aconteceu, temos consciência do que está a ser feito e têm aqui, os Açorianos e as Açorianas, o nosso compromisso de que tudo faremos para que os transportes na Região, neste cenário atual, possam ser o melhor possíveis, possam servir a nossa Terra”.